Mapa confirma caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência em Cuiabá

O foco da doença não está na área de produção avícola industrial e não afeta a atividade comercial.


Por Rota Araguaia em 24/12/2025 às 08:23 hs

Mapa confirma caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência em Cuiabá
Reprodução

Redação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta terça-feira (23), um caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência em uma propriedade localizada em Cuiabá. O diagnóstico do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) foi realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA).

Em nota, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) informou que adotou imediatamente medidas sanitárias para conter a disseminação do vírus, conforme os protocolos estabelecidos pelo Mapa. Entre as ações estão a instalação de barreira sanitária na propriedade afetada, com o objetivo de impedir o trânsito de animais, materiais e equipamentos potencialmente contaminados.

Também será realizado o abate sanitário de todas as aves existentes no local para evitar a propagação do vírus. As aves sacrificadas serão enterradas em valas apropriadas. Além disso, as instalações onde os animais estavam alojados passarão por limpeza e desinfecção completas.

O Indea informou ainda que está sendo feita vigilância sanitária em propriedades localizadas em um raio de até três quilômetros da área afetada, considerada zona perifocal, e em um raio de até dez quilômetros, denominado zona de vigilância.

Segundo o órgão, não há risco para a população. As ações de contenção em Cuiabá contam com a participação direta de cerca de 30 servidores do Indea, que permanecem no local em regime de 24 horas, além de técnicos do Mapa, que acompanham a execução das medidas, e da Polícia Militar, que auxilia no controle da circulação de pessoas e equipamentos na área.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura e Pecuária ressaltou que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, informou a pasta.

As autoridades destacaram ainda que o foco da doença não está relacionado à produção avícola industrial e não afeta a atividade comercial. O risco de infecção em humanos é considerado baixo e, geralmente, ocorre apenas entre pessoas com contato direto e intenso com aves infectadas, vivas ou mortas.



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